sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E SESSENTA E TRÊS.


-Mô eu sei que tá ocupado, mas você chegar amanhã que horas?
-Manu é o Rober, Luan tá meio ocupado. Mais olha ele deve chegar ai pela manhã, depois do show fica meio perigoso pela chuva que estar caindo aqui!
-Ah! Desculpa Rober! Tudo bem, é melhor não arriscar mesmo. Manda beijo para todo mundo!
-Pode deixar! Dá beijo no meu afilhado!
-Dou, sim! Tchau!

Desliguei o celular e respirei fundo, olhando para o Dan que dormia tranquilamente. Fiquei com medo de a chuva não passar e o Luan não conseguir chegar. Me vesti e deitei ao lado do Dan.

Acordei com a claridade que entrava no quarto, o Dan acordou, depois me pedindo para preparar o suco que ele gostava. Desci com ele no colo brincando com ele. Ele ficou me olhando preparar o suco dele. Sentei ele ao meu lado na cadeira dando a ele pão e algumas frutas. Olhava a todo o momento para o celular e para a porta esperando alguma notícia do Luan, mas nada acontecia, me fazendo ficar triste.

-Mamãe, o papai vem né? Dan me perguntou quebrando o silêncio que se encontrava.
-Vem filho, ele disse que vinha! –Olhei pra ele sorrindo. –Espero! Falei baixo, para mim mesma.

Após o show fui direto para o hotel estava com medo da chuva não passar e não poder comparecer ao primeiro aniversário do meu filho. Demorei pra dormir e quando percebi que a chuva havia dado uma trégua acordei todos da equipe e seguimos pra Londrina. O jatinho demorou, um pouco, pra decolar pela autorização ter chegado quando o sol havia nascido. Quando recebemos a autorização de voou seguimos para casa e meu coração apertava a cada vez mais quando percebia que estava perto.

Quando cheguei Well me ajudou com minhas coisas e seguimos para o carro, estava um engarrafamento enorme em Londrina e acabei cochilando pela demora. Senti alguém me cutucando e ouvi o Rober me avisando que já tínhamos chegado. Sorri agradecendo a cada um deles e desci com ajuda do Well que pegava minha mala. Quando tirei tudo me despedi deles que seguiram com o carro e abri a porta.

-Papai! Dan correu vindo em minha direção e eu o abracei o levantando no ar.

Quando terminamos de tomar café ouvi a porta abrir e sorri. Meu coração bateu aliviado com a chegada dele e quando o Dan saiu correndo, desajeitado, até o Luan sorri.

Tirei os pratos da mesa, os que eu tinha sujado com o Dan, enquanto o Dan enchia o pai de perguntas, coloquei os pratos para o Luan e fui até eles.

 -Dan vem com mamãe tomar um banho, e deixa seu pai comer alguma coisa, vem? Oi mô! Dei um selinho no Luan.
-Oi meu amor! Ele sorriu sentando à mesa com Dan no colo.
-Vem filho!
-Eu quelo ficar com o papai! Ele abraçou o Luan que riu me olhando.
-Tudo bem, mas eu ainda tenho que te levar lá pra pegar a fantasia... Chama seu pai pra te ver de Ben 10! Ri.
-Bola papai! Dan ficou de pé, segurando o rosto do Luan com as duas mãos.
 -Claro que vou! Luan riu.
-Você precisa ver! Eu e Bruna rimos muito, quando ele começou a imitar! Olhei para o Luan e ri.
-Bom dia! –Maria apareceu. –Vamos tomar banho querido?
 -Mama! Dan sorriu pulando no colo dela.
 -Vou dá banho nele Dona Manu!
-Pode ir Maria, obrigado! Luan sorriu e ela saiu com Dan no colo contando empolgado sobre a chegada do pai.
-Nossa! To sem moral, nenhuma hoje com ele! Sentei ao lado do Luan.
-Morri de saudades suas sabia? Ele alisou meu cabelo firmando mão em minha nuca.
-Também senti sua falta! Me dá um beijo com gosto de café? Ri.
-Dou! Ele sorriu.

A puxei para o meu colo e quando ela se sentou de lado a beijei carinhosamente segurando firme sua nuca e minha outra mão em sua coxa alisando com cuidado. Mordia levemente seus lábios e dava leves sugadas, com vontade, puxando os lábios dela pra mim. Entre mim e ela estava tudo maravilhosamente bem desde daquela tarde que tudo foi tão perfeito. A relação havia melhorado em todos os sentidos, nos amávamos e isso nos ajudava bastante, na verdade era o que mais nos ajudava. A compreensão e o respeito reinava entre nós dois e isso estava nos tornando uma família unida. Tínhamos crescido bastante após muitas conversas que tinha rolado, e o nosso casamento estava gostoso de conviver.
-Mô fiquei com medo de você não chegar... Chega apertou o "colação", como o Dan diz! Sorri alisando seu rosto.
-Eu disse que faria o possível pra chegar, não disse? Não faltaria o aniversário do nosso pequeno!
-Disse! Mais eu estava com medo do tempo não melhorar, sei lá!
-Tô aqui, o restante não importa mais! –Ele sorriu. –E o Di, a Carol e sua mãe, chegam quando?
-Não mesmo! –Dei um selinho nele. –Tão chegando pela tarde! O Dan não parou de ri com o tio no telefone! Ri.
-Diego tá todo feliz depois do casamento, entendo ele! Luan riu.
-Entende? Sorri.
-Entendo, por que tanto ele como eu demos sorte de encontrar mulheres assim como vocês. A Carol é uma mulher especial e ama ele, assim como você que além de especial, essencial, é única!
-E a gente deu sorte de encontrar homens maravilhosos como vocês! E não é pra me gabar, não, que o Di não me escute, mas eu dei uma sorte enorme de ter encontrado meu branquelo, lindo e forte. Humilde e muito especial! Meu bebê que eu amo e que me ama e me deu o melhor presente da minha vida, que tá lá em cima molhando a Maria toda, tomando banho! Sorri esfregando o meu nariz no dele.
-Preparei uma coisa pra nós dois... Ele sorriu e me falava enquanto me dava selinhos.
-Gostei disso! O que é? Sorri.
-Já falei com minha mãe pra ficar com o Dan... Reservei um quarto no hotel fazenda maravilhoso lá em Sampa, só pra nós dois matarmos a saudade sabe...?! Duas semanas sem te ver dói muito! Ele sorriu ainda me dando selinhos.
-Gostei! Dói demais...! –Sorri. –Quando vamos?
-Depois do aniversário do Dan, lá é lindo...
-Mô, depois do aniversário? Acho que ele vai querer a gente, você sabe como ele fica quando você chega e quando ele fica cansado...
-Você que sabe amor, eu posso mudar as datas lá!
-Vamos ver como ele vai ficar? Vai ficar chateado? Por que se for tudo bem, a gente vai depois do aniversário dele!
-Tá tudo bem meu amorzinho, dependendo de como ele ficar... Vamos ou não!
-Tá! Mais a gente pode matar a saudade aqui mesmo, na nossa casinha... Trancados no quarto, sem precisar esperar tanto! Sussurrei no ouvido dele.
-Gostei demais... Ele mordeu meu lábio com sorriso nos lábios.
-Vamos tomar banho? Morrendo de saudade de dar banho no meu outro neném! Sorri.
-Adorei essa ideia, vamos agora mermo! Ele sorriu se levantando comigo no colo.
-Mô me põe no chão, maluco! Ri.
-Tão bom ass... 
-Mamãe, que foi? Dan apareceu tomado banho no colo da Maria.
-Nada filho! Ri olhando para o Dan.
-É que eu vou dá banho na sua mãe, filho! Luan riu. 
-Ah! Entendi!
-Luan! Ri ficando envergonhada.
-Vamos assistir Ben 10 Danzinho? Maria parecia sem graça. 
-Vamos! Dan levantou as mãozinhas e Maria a levou pra sala.
-Que vergonha Luan! Bati no braço dele.
-Relaxa meu amorzinho, vamos subir! Ele riu subindo os degraus.

Subimos, eu ainda sem graça, mas sorria das brincadeiras que ele fazia. Quando entramos no quarto ele me colocou no chão e começou a me beijar, enquanto tirava minha camisola. O beijo estava recheado de saudade e de desejo, foram quatro dias longe e a saudade já sufocava. Ele me encostou à parede e me beijou, eu sorri e fugi dele sorrindo.


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