sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E SESSENTA E SEIS.


Me arrumava devagar tentando afastar meus pensamentos de mim, teria que ficar bem por que o Dan estava dengoso e ele iria querer ficar comigo a todo o momento e para receber todos no aniversário dele. Coloquei uma calça, com lavagem de couro, junta ao corpo e uma blusa com detalhes brilhantes e um sapato confortável, não muito alto. Soltei meu cabelo depois que coloquei uma maquiagem leve, marcando, somente, meus olhos.

Quando ela se saltou indo para o quarto o Dan me olhou com uma carinha triste, enquanto balançava as perninhas de leve. Peguei ele no colo beijando sua bochecha e lhe pedi mais uma vez desculpa pelo que havia acontecido e por ter deixando ele cair. Desci com ele nos braços e pedi pra que a Carol cuidasse dele, enquanto eu fosse conversar com a Manu. Subi respirando fundo e entrei no nosso quarto encostando a porta e vendo-a arrumar a maquiagem em frente ao espelho.

-Amor, desculpa! Eu iria te contar...

Enquanto me maquiava me distraí pensando nas coisas que eu iria fazer, antes dos convidados chegarem, queria ver se tudo estava organizado do jeito que eu pedi. Não percebi a porta abrir e tomei um susto ao o ver atrás de mim. Terminei de me maquiar e guardei minhas coisas ainda calada.

-Você ia mesmo me contar? Respirei fundo e o olhei.
-Claro que iria te contar! O filho é seu também, você tem direito!
-Ok! Vamos, a gente tem que chegar antes de todo mundo!
-Vamos ficar assim? Nesse clima?
-Não! Daqui a pouco passa. Só estou assim por que eu pensei que você não iria me contar, mas eu vou ficar legal!
-Tudo bem!

Descemos sem ser de mãos dadas e sabia que tinha errado em não ter contado logo a ela, assim que todos estavam na sala seguimos cada um em seus carros e seguimos para o local do aniversário, meus pais já estavam lá com a Bruna e entramos. Estava tudo lindo e da forma que a Manuela queria, fui observar com o Diego a segurança do local e meu pai foi conosco. Realmente, era um lugar tranquilo e seguro onde as crianças que haviam sido convidados poderiam curte assim como o Dan que adorava correr e andar por todo lugar.

Não demorou muito para os convidados chegarem. Eu e Manu ainda estávamos na mesma, ela mal olhava pra mim e recebia os convidados que chegavam. Estava ao seu lado e, assim como ela, era educado com todos. Dan estava recebendo um presente maior que o outro e riamos da cara de alegria que ele fazia.

Quando todos já haviam chegado fui com o meu pai pegar o presente do Dan, ele sempre quis ganhar uma moto elétrica da forma que ele viu no shopping, uma vez, e disse que queria. Cheguei com a embalagem enorme e Manuela me olhou sem entender, não havia lhe contado nada, queria fazer surpresa. Dan deu um gritinho vindo em minha direção e rasgou toda a embalagem sem acreditar que estava diante daquilo nos fazendo sorrir.

Estávamos ainda naquele clima estranho, mas recebíamos todos de uma forma educada e com sorriso no rosto agradecendo a todos a presença. O Dan brincava, corria de um lado a outro, mas sempre voltava me procurando, ele ainda estava dengoso com a queda.

Conversava com algumas tias do Luan quando o Dan me chamou para lhe dar um pirulito, quando o dei o Luan se aproximou com um presente enorme nas mãos. O Dan logo foi até o pai desembrulhando a moto, que o Luan comprou. Sorri ao ver o Dan sorrir e os olhinhos dele brilhar, ele queria muito aquela motinha elétrica.

O olhei sorrindo e o pai dele se afastou, com o Dan já montado na moto, ele quis brincar no mesmo instante. Me aproximei do Luan e lhe dei um beijo na bochecha sorrindo.

-Tá chato assim! Ainda estou morrendo de saudade... Entendo você não querer contar, talvez por medo de eu brigar, mas da próxima vez conta logo, por que o ruim é você esconder! Olhei pra ele.
-Eu ia te contar, você tinha acabado de chegar da rua não queria te assustar com uma notícia daquela do nada! Desculpas! Se eu errei foi tentando acertar!
-Tudo bem, você tem razão! Fiz drama demais...! Desculpa!
-Eu entendo sua razão, me desculpa também!
-Tá! Vamos parar com isso! Me dá um beijo aqui! Sorri apontando para a minha boca.

Sorri me aproximando dela e a beijei discretamente por estarmos em uma festa de criança. Foi um beijo rápido, porém muito gostoso, não aguentávamos mais ficar nem mais um dia brigados, o nosso amor falava, sempre, mais alto. Depois que fizemos as "pazes" fomos tirar as fotos com o Dan para o álbum dele, em todas as fotos ele saia sorridente. Ele estava elétrico e radiante com aquela festa, nunca tinha o visto tão feliz deste então. Vendo-o daquele jeito senti meu coração apertar e vendo o olhar da Manu sobre ele sabia que ela estava sentindo o mesmo.

A festa foi linda, o Dan se divertiu como nunca e fazia amigos com muita facilidade, ele adorou o primo, irmão da minha prima, tinha a mesma idade que a dele e se divertiram muito, ele não desgrudava da sua motinha elétrica e o Diego então nem se fala. Na hora dos parabéns Dan fez a festa, batia palma, soltava beijos, ria, e assoprou a velinha junto a mim e a Manu. Foi tudo lindo e da forma que esperávamos, o Dan estava adorando tudo e isso significa que tínhamos acertado em cada detalhe.

A festa acabou cedo por ser de criança e seguimos pra casa, o Dan já dormia em meus braços, ele estava cansado o dia realmente tinha sido puxado. Chegando em casa tirei a roupa dele com a ajuda da Manu e colocamos uma roupinha mais leve o cobrindo. Diego colocou os presentes dele em um canto e saímos todos indo cada um para o seu quarto.

-Sabe o que eu estava pensado? Olhava para o Luan, enquanto tirava o sapato.
-O quê? Ele me olhou tirando a blusa.
-Na viagem! Nós dois sozinhos...! Sorri tirando a blusa.
-Tá reservado lá... Luan sorriu.
-Será que o Dan vai se importar? Levantei indo até ele.
-Nesses dias a moto vai tirar, um pouco, a sua atenção! Ele segurou minha cintura sorrindo.
-É! A gente não tem moral nenhuma com ele! Ri.
-Verdade! Luan riu.

Tomamos banho juntos, em meio a carinhos, e beijos, estávamos cansados mais isso nos renovava de uma maneira incrível. Dormimos abraçadinhos e não demorou muito pra que pegasse no sono, o cheirinho dela me transmitia paz e isso me fazia dormir tranquilo, sabendo que minha família estava bem e segura. Acordamos dia seguinte cedo e o Dan já brincava na área da piscina com o Diego que parecia uma criança querendo montar na moto do Dan que batia nele o expulsando nos fazendo ri.

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