terça-feira, 25 de setembro de 2012

CAPÍTULO VINTE E DOIS.


Quando terminamos de lanchar, subimos para o quarto do Dan e o Luan se despediu dele que o agradeceu por tudo, realmente naquele dia o Dan teve uma melhora impressionante e os pais deles choraram agradecendo ao Luan por tamanho carinho. O acompanhei até a garagem com seu segurança e o abracei em forma de agradecer por tudo que ele tinha feito naquele dia.

-Foi bom te ter aqui! O olhei, me afastando, desfazendo o abraço.
-Diz ao Dan que voltarei pra ganhar dele nas próximas partidas! Ele riu colocando boné.
-Aviso, sim, pode deixar! Mais, só vai vir pra ver ele? Sorri, olhando pra ele.
-Claro que não ciumentinha! –Ele riu me puxando pra um abraço e beijou minha cabeça. –Se cuida, tá? Lembre que pra cuidar do Dan você tem que tá forte e pra isso precisa se alimentar e dormi direitinho!
-Pode deixar! Vou me cuidar, e você, também, se cuida!
-Me dá notícias suas e dele, não esquece!
-Te ligo ou mando mensagem, mas quando puder liga, também. O Dan vai ficar feliz ao falar com você! Pisquei.
-Claro, então... Tchau! Ele sorriu ajeitando o boné.
-Tchau, boa viagem! Vai direitinho e com Deus! Beijei sua bochecha sorrindo.
-Fica com ele! Ele beijou minha testa e entrou no carro que acelerou.

Olhei o carro dele se afastar e sorri, ao lembrar da nossa tarde junto ao Dan. Com as brincadeiras dele o Dan teve uma melhora, rápida, no seu quadro e teria alta, antes do que os médicos esperavam, mas os cuidados com ele se tornariam maiores.


Voltei para o quarto e encontrei a mãe dele com ele, quando fui os deixar a sós, ele me olhou e pediu para que eu ficasse. Fiquei ao seu lado e demos algumas risadas, com sua mãe e as recomendações dela. Ela saiu nos deixando sozinhos e ele segurou em minha mão olhando em meus olhos.


-Que foi? O perguntei sem entender.
-Seu sorriso tá diferente! Ele sorriu.
-Tá? O olhei sem entender.
-Tá sim! A tarde foi boa com o Luan, né?
-Foi, sim! –Sorri. –Por ele ter ficado com você e... Você melhorou! Senti meu coração bater forte e meu corpo estremecer, não entendi o por que, mas continuei olhando para ele.
-To sentindo coisa boa nesse seu sorriso, e fico feliz!
-Que coisa Dan? Não viaja!
-Te conheço Manu, esqueceu? –Ele sorriu pegando em minha mão. –Só não quero que se prenda a mim, viva a sua vida sem medo de poder se abri para o amor por outra pessoa, se ver que vale a pena e que a pessoa sente o mesmo por você, deixe-a entra em seu coração e a ame. A vida é muito curta pra ficarmos nos dando o luxo de escolher a hora de amar!
-Ele é meu amigo...! O olhei e nem eu mesma senti firmeza do que eu falei.
-Eu sei, você sabe e ele também, mais na maioria das vezes um grande amor surge através de uma linda amizade. Leva a gente como exemplo, não se bloqueie para o amor Manuela, você é linda, jovem e ele é um homem bom, gosta de você! O dê um chance para ele mostrar um pouco sobre o Luan pessoa não o Luan Santana seu ídolo. Você viu como ele se mostrou aqui hoje, ele não fez isso tudo pra te ganhar, ele fez por que precisava e tanto eu como você sabemos que ele também estava precisando se distrair. O Luan carrega uma grande responsabilidade que é carregar a felicidade de muitas pessoas nas costas e pra isso tem que ter muita concentração psicológica. Ele é maduro, tem saúde pra dá e vender e pode te dá um futuro lindo pela frente, pensa nisso!

-Dan é que... Eu to muito confusa com isso tudo!
-Eu sei disso, mais também sei o quanto ficou balançada por tudo que aconteceu nessa tarde, dê um tempo pra você e eu sei que ele ira respeita!
-Você me conhece, tão bem, que eu acho que nem eu mesma me conheço assim...! Sorri.
-Antes de tudo fui seu amigo, e sei que não demora muito pra você estar com ele, vou poder ir embora feliz em saber que estar em boas mãos!
-Não gosto quando fala assim! E outra, se eu não ficar com ele? Sorri.
-Então fica comigo! Ele riu estendendo sua mão pra mim.
-Fico! Sorri me aproximando dele.
-Obrigado por essa tarde maravilhosa! Ele beijou minha mão.
-Sabe que eu vou sempre está ao seu lado! Sorri.

Passei o restante da noite ali com o Dan, não queria deixa-lo sozinho, ainda o amava demais pra isso. Enquanto ele dormia percebi como ele estava diferente, estava magro, sua pele mais branca e sua boca pálida. Fiquei lhe fazendo carinho durante toda madrugada e permiti que algumas lágrimas caíssem, ele me conhecia perfeitamente e absolutamente tudo que ele havia me falado naquela nossa conversa tinha uma gota de verdade. 


No dia seguinte Dan foi liberado, e o acompanhei até sua casa, passei a tarde assistindo filmes com ele e nos divertimos muito como há tempos não fazíamos. À noite fui pra casa e fiz meu trabalho da faculdade com a Beatriz, ela era uma ótima aluna e me ajudou nos assuntos que havia perdido nos últimos dias. 

Luan me passou a me ligar todos os dias a noite pra saber do Dan e se eu estava me cuidado, achava aquela atitude dele tão fofa, adorava ouvi sua voz, e quando ele se mostrava preocupado comigo e interessado em como andava minha faculdade. Passávamos horas no celular e muitas vezes riamos das longas histórias que ele tinha pra conta.

Passou algum tempo, eu e o Luan estávamos mais próximos que antes, o Dan gostava de nos ver assim. O Dan passou a falar mais em eu viver minha vida sem ele e me abria o olho para o Luan, sempre que podia.

A doença do Dan estava ficando pior, e a tendência era essa. O Dan estava fraco e estava limitado a fazer várias coisas e de comer também. Eu estava ficando preocupada e a cada dia o medo da perda dele estava ficando maior, mas meu coração já esperava pelo pior, por que todos nós sabíamos o que poderia acontecer. Mais eu continuava ao seu lado, cuidando dele e tentando lhe arrancar um sorriso.

Estava na casa do Dan ao lado dele lhe fazendo carinho enquanto ele dormia e o observava dormi. Parecia que não tinha nada e que a qualquer momento ele iria se levantar e dizer que estava tudo bem e nada mais aconteceria com ele. Ouvi alguém bater na porta e a mãe dele apareceu com um sorriso tímido nos lábios. 

-Querida, tem visita!
-Quem é? Perguntei surpresa olhando pra ela.
-Aquele amigo de vocês, o Luan!
-Ah! É? Então manda ele entrar! Sorri.
-Tá bom!

Assim que acabei o show decidi ir vê-la, soube da piora do Dan e coloquei na cabeça que na folga iria visitá-lo. Cheguei em Salvador pela madrugada e não consegui pregar o olho enquanto o sol não nascia. Acordei cedo e fui até a casa do Daniel, queria fazer ele se senti melhor e dizer como andava minha "amizade" com a Manuela. Toquei a campainha e a mãe dele me tratou super bem, logo ela desceu e mandou eu subir. Bati levemente na porta e entrei olhando-a sorri pra mim enquanto ele dormia. 


-Oi! Sorri pra ela.
-Oi! Que bom que você veio! O abracei forte.
-Tinha que vim, ele estar melhor? Ele beijou minha cabeça.
-Tá, um pouquinho! Ele dormiu tem pouco tempo... Mais parece que ele vai acordar bem! Sorri olhando para o Dan.
-Que bom, fiquei preocupado com ele!
-É, eu também! –Olhei pra ele. –E você, como tá?
-Tô bem, e você minha pequena? Ele alisou meu cabelo sorrindo.
-To bem na medida do possível...! Sorri, levemente.
-Você conhece algum restaurante bom aqui? Enquanto ele dorme, que tal a gente ir comer alguma coisa?
-Tem um ótimo aqui perto... Que eu e o Dan íamos às vezes!
-Me leva lá? Tô morrendo de fome! Ele sorriu concertando o boné.
-Levo! Sorri.

Fui até o Dan e o dei um beijo na testa e, logo, saí pegando minha bolsa com o Luan atrás, me seguindo. Passamos pela sala e falamos a mãe do Dan que iríamos voltar para ficar com o Dan. Quando saímos de casa ele segurou minha mão e eu o olhei e sorri.

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