terça-feira, 25 de setembro de 2012

CAPÍTULO VINTE E TRÊS.


Chegamos ao restaurante e sentamos um ao lado do outro, fizemos os pedidos depois de brincar com ela e ficamos conversando enquanto não chegava, segurava a todo tempo sua mão, queria mostra a ela que estava ali do seu lado pra qualquer coisa.

-Nossa! Eu nem estava com fome, mas agora to morrendo, sente esse cheiro! Sorri, assim que a comida chegou.
-Vim direto do show ontem, a fome só bateu agora!
-Ontem? Por que não ligou, Lú? O olhei curiosa.
-Dormi até hoje pela manhã, tava cansadão. Mais queria dá uma volta por Salvador, nunca tenho tempo pra isso!
-Ah! Pra que melhor do que uma soteropolitana para ser guia turística? Sorri.
-Opa, sério? Adorei! Ele sorriu beijando minha mão.
-Sério! Sorri o olhando.
-Então vamos terminar de comer e quero ver se essa guia é boa mesmo!
-Ok...! Quero só ver o pagamento no final, do passeio! Ri.
-Hum, espero que goste de como vou pagar! Ele riu bebendo água.
-Nossa! Agora fiquei curiosa! Sorri começando a comer.

Almoçamos enquanto Luan ficava calado, parecia realmente estar com fome, ria de como ele era atrapalhado e se melava parecendo uma criança. O ajudei várias vezes a limpar a boca e ele ria sem graça. Quando terminamos pegamos uma sobremesa e fomos caminhando até o carro, ele estava dirigindo e eu fui guiando.

O levei em vários lugares, Salvador era um lugar lindo, e Luan estava amando tudo. Por ele ser quem era, conhecemos tudo dentro do carro mais mesmo assim Luan pareceu surpreso com cada detalhe e estava amando tudo. Decidi levar ele no meu lugar favorito, estava tranquilo, então ele desceu do carro e seguimos pra lhe mostrar como ali era lindo.

Descemos e quando saí respirei fundo olhando a vista da baía de todos os santos. O estacionamento era tipo um deck e o mar parecia que podia nos tocar a qualquer momento. 
O dia estava lindo e o Luan estava admirando a paisagem. O puxei para o museu que tinha, lá, e eu ri dos comentários que ele fazia das obras de arte. O levei para o estacionamento, novamente, e sentamos com os pés pra fora, quase tocando o mar.

-Ah! Olha aquele ali é o prédio da Ivete! Sorri apontando para o prédio.
-Aqui é muito lindo cara, nossa!
-É sim! O mais lindo é ver o por do sol... Pena que ainda é cedo! Mais e ai! Gostou da minha cidade? Sorri o olhando.
-É lindo, agora entendo por que a Vevetinha sempre me chamava pra passar as férias aqui! Ele riu.
-Tá vendo?! Nossa! Se eu fosse você eu topava na hora o convite... Veveta manda em Salvador! –Ri. –Ela é muito querida aqui, acho que qualquer um queria ter tido essa oportunidade! Ri.
-É, pode até ser! Mais se o convite viesse de você com certeza seria melhor!
-É? Nossa! To com mais moral que a Ivete! –Ri. –Então, sinta-se convidado! Quando quiser é só ligar e avisar! Sorri.
-Bom ouvi isso! –Ele sorriu deitando e colocando a cabeça no meu colo me olhando nos olhos.
-Gostei de ter te mostrado tudo, me distraí um pouco... Vou gostar de sair com você de novo, me sinto bem com você! Alisei o cabelo dele, o olhando.
-Hum... Isso é um convite? Ele sorriu me olhando.
-Pode ser...! Sorri.
- Aceito então! Ele sorriu.
-Mais não é assim não! Eu falei: "pode ser!" Vai depender do meu pagamento agora, eu falei que ia cobrar! Sorri o olhando e eu não entendi o porquê daquela minha atitude, mas me deixei levar por meu coração.
-Posso pagar agora? Ele se levantou me olhando.
-Pode! Mais eu tenho que gostar...! O olhei nos olhos e fiquei, um pouco, mais séria. Senti meu coração disparar.

Sorri olhando pra ela e me aproximei o máximo que pudi, beijei sua bochecha e comecei a fazer cócegas nela fazendo-a deitar enquanto ria, adorava ver ela sorrindo e aquele momento pra mim ao lado dela era muito especial.

-Pára Luan! Sério! Ria.

Pra mim aquela atitude dele só serviu para que meu coração pulsasse mais forte. Ele me fazia bem, na sua companhia eu tinha bons momentos. De repente a lembrança daquele beijo, que ele me deu, invadiu meus pensamentos; "será que eu teria a mesma atitude?", pensei.

-Não paro não! Ele ria.
-Vou morrer de ri desse jeito! Pára! Ria, sem parar.
-Tá bom! Parei! Ele riu deitando ao meu lado.
-Se você demorasse mais um pouco, eu ia morrer, de tanto ri, sério! O olhei.
-Adoro seu sorriso, você sabe disso! Ele me olhou sério.
-E eu o seu...! Sorri.

Alisei seu rosto e ao senti meu toque ela fechou os olhos, sorri me aproximando mais e alisei seu cabelo, ela abriu os olhos me olhando profundamente e mesmo sabendo que poderia estar errando novamente a beijei, a beijei de uma forma que sempre quis beijar, naquele beijo coloquei todos meus sentimentos por ela e queria que ela sentisse isso do fundo do seu coração. Coloquei a mão em sua nuca e a aproximei mais de mim fazendo com que o beijo ficasse mais gostoso.

Dessa vez foi diferente, o vi se aproximar e deixei, estava consciente daquilo e queria que acontecesse. Retribuí o beijo alisando sua nuca, o senti arrepiar. Senti meu coração bater forte, minha boca secar e um medo de ele não gostar do beijo, como se eu fosse uma menininha beijando pela primeira vez. Ele me fez sentir que ele queria, tanto quanto eu, aquele beijo. Eu senti o carinho dele por mim e deixei o beijo durar até quando ele quisesse.

Fui parando o beijo devagar, dei algumas mordidinhas em seus lábios dando selinhos e beijei sua bochecha, abri os olhos e a olhei, tinha medo dela sair correndo dali magoada comigo, mais parecia que dessa vez ela queria tanto quanto eu. Alisei seu cabelo e sorri.

-Fiquei em dúvida; as risadas foram o pagamento ou o beijo? Brinquei o olhando. 


Queria que ele soubesse que eu não sairia correndo, como da última vez. Eu havia gostado e me entregado ao beijo dele, eu queria aquilo, meu coração queria.

-O beijo! Espero ter pegado a altura!
-Pode ser...! Achei que eu tinha sido melhor como guia! Ri.
-Nossa...! Ele fez bico.
-To brincando besta!... Gostei, muito! Dei um selinho nele, rápido, estava sem graça, ainda.
-Então... A nossa amizade é colorida? Ele riu beijando meu queixo.
-Acho que sim! Sorri o olhando.
-Você tá vermelhinha sabia? Ele sorriu alisando minha boca com o dedo indicador.
-Imaginei! Sorri baixando as vistas.
- Não precisa ficar com vergonha de mim! Ele mordeu levemente meus lábios, parecia querer guarda meu gosto nele.
-É...! To sendo boba, né? O olhei e sorri por ver que ele estava querendo isso há muito mais tempo que eu.
-Nem muito, imagino o quanto de nervoso bate quando percebe que estar com um cara lindo assim ao seu lado! Ele riu.
-Ah! Tá! –Ri. –Eu já fiquei com mais bonitos que você, só pra você saber! Levantei sorrindo.
-Humilhou! Ele sentou fazendo bico.
-Mais nenhum me fazia ficar nervosa assim; coração disparado, boca seca, tremedeira...! Dei um selinho nele e mordi seu lábio, levemente.
-É...? Então vem cá! Ele sorriu me puxando pra mais perto dele e novamente me beijou, dessa vez um beijo mais calmo, no qual senti várias sensações ao mesmo tempo.
-Posso te pedir uma coisa? O olhei, séria.
-Quantas quiser!
-Me faz te amar? Alisei seu rosto.

A olhei e fiquei surpreso com pedido dela, as lembranças do pedido do Dan veio a tona e eu sorri olhando nos olhos, beijei sua mão e lhe dei um selinho demorado. 

-Faço, mais preciso que deixe a porta do seu coração aberta pra que eu possa entrar!
-Já estão, e elas se abriram sozinhas! Sorri.
-Então... Deixa o resto comigo! Ele colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha.
-Deixo! Beijei ele.

A cada beijo dela sentia a certeza de que a queria pra mim, não queria parar e nem sair dali. Queria a evolver em meus braços e fazer ela se senti a mulher mais feliz do mundo apesar dos que estava acontecendo com o Dan, sorri enquanto a beijava e lhe dei um selinho demorado enquanto deitava ao seu lado.


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