quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CAPÍTULO VINTE E SEIS.


Encontrei com muitos amigos dele e nossos em comum. Encontrei com a Carol e a Bia que me abraçaram forte e também choravam, elas eram muito amigas de nós dois. O Luan se aproximou e não me falou nada, apenas segurou em minha mão e me acompanhou, assim como minha mãe.

O padre começou a falar algumas palavras e logo os amigos também começaram a falar, minhas lágrimas insistiam em cair e ouvia tudo de cabeça baixa olhando a rosa que estava em minhas mãos. Seus pais falaram pouco, um de seus tios falou de alguns momentos ao seu lado e ao lembrar sorri levemente. 


Todos que estavam com as rosas nas mãos começaram a jogar e eu me aproximei do caixão beijando a minha rosa e logo em seguida jogando enquanto lágrimas inundava meu rosto.

-Vou sempre te amar! Falei baixo, olhando para o caixão dele, e segurei forte a mão da minha mãe.
-Amiga! Carol e Beatriz se aproximaram, ambas com os rostos vermelhos.
-Oi! Olhei pra elas.
-Sinto muito pelo Dan! Carol se lamentou. 
-Olha... Vamos estar sempre aqui, tá? Beatriz me abraçou e logo depois a Carol se afastando em seguida. 
-Filha, vou falar com a mãe do Dan, vai ficar bem?
-Vou!
-Já volto! Ela se afastou e Luan respirou fundo.
-Brigada por ter vindo! Olhei pra ele.
-Não podia deixar de vim, eu prometi ficar ao seu lado!
-Brigada, mesmo assim! Sorri, levemente, segurando em sua mão.
-Vem cá! Ele me puxou pra um abraço apertado.
-Precisava disso! O abracei forte.
-Ele vai permanecer vivo dentro de você por toda vida e vai tá sempre olhando por você! Ele beijou minha cabeça.
-Eu sei...ele vai ter sempre um ligar especial! Me afastei sorrindo.
-Tive uma ideia, mais não sei se você vai gostar e aceitar!
-O que? O olhei assustada.
-Eu sei que... –Ele se aproximou mais de mim colocando meu cabelo atrás da orelha. –Tá tudo recente e que você pode até querer ficar sozinha, mas você sabe que isso só aumenta sua dor e o Dan onde estiver não vai gostar de te ver assim, então como esse final de semana você não tem aula na faculdade, vem comigo? Vem viajar comigo?!
-Mais... Eu não sei! Tava querendo ficar quietinha! O olhei.
-Eu sei meu amor, mas você sabe que isso não vai te ajudar, eu quero ficar do seu lado, quero te ajudar e pra isso eu preciso que você me ajude!
-Tudo bem...! Mais eu só vou aceitar por que me chamou de 'meu amor'! Sorri, um pouco vermelha, envergonhada.
-Eu te amo sua boba! Ele beijou minha testa e me abraçou novamente.
-E eu quero te amar! Sussurrei em seu ouvido.
-Você vai conseguir, agora vem precisamos ir embora!
-Tem que chamar minha mãe!

Fomos para casa e ele fez companhia para mim e a minha mãe, me fez ri por algumas vezes. Ele pediu permissão para a minha mãe, para que eu fosse viajar com eles e minha mãe autorizou com um sorriso no rosto.


Quando chegamos minha mãe preparou um lanche para a gente e depois nos deixou à vontade. Assistimos a um filme e ele não deixou que a tristeza me dominasse. Rimos e conversamos. Ficar nos braços dele era bom, me fazia bem.

-Então... Amanhã viajamos cedo! Ele me apertou em seus braços beijando minha cabeça.
-Tá! Eu tenho que arrumar minhas coisas...!
-Bem que você podia já dormi no hotel comigo! Ele alisava meu braço e pelo tom de sua voz não percebi maldade.
-Não sei...!
-Mando pegar um quarto pra você lá, meu secretário faria isso em dois minutos!
-É que eu não queria deixar minha mãe sozinha, e eu iria me sentir mais à vontade aqui em casa... Você podia dormir aqui! Olhei pra ele.
- Tudo bem, só vou avisar a galera que tá no hotel. –Ele sorriu beijando minha testa e fez algumas ligações voltando sua atenção novamente a mim. –Pronto!
-Nossa! Rápido! –Sorri. –Vem arrumar a mala comigo? Não sei por onde começar!
-Claro!

Subimos para meu quarto e eu peguei minha mala e comecei a colocar várias roupas em cima da cama, além de separar alguns assessórios e sapatos. O Luan olhava tudo com uma cara de assustado, parecia que eu ia passar uma semana com ele, pela quantidade de roupa que eu separei.


-Que foi? Olhei pra ele que me olhava com uma cara assustada.
-Tá parecendo que vai se mudar! Ele riu.
-É... Tá muito exagerado? Olhei pra ele olhando pensativa para a mala.
-Um pouquinho... –Ele sorriu pegando um vestido preto meu. –Isso é um vestido? Jura?
-É! Tá?! Puxei o vestido da mão dele.
-Pensei que fosse um pedaço de pan... Que isso? Ele pegou uma saia minha.
-Luan deixa as minhas roupas... Sério! Vem cá, acha que eu vou usar roupa como em Salvador...? A cidade é quente! Sorri.
-Jura que você saia assim com essas roupas? Ele riu pegando uma blusa minha.
-Eu saio assim! Por quê?
-Minha muié só sai assim se for comigo, sozinha nem pensar!
-Ah! É? E quando eu estiver aqui, eu tenho que andar de burca? Salvador faz calor! Sorri.
-Sério amor, isso tá muito curto, olha o tamanho disso! Ele pegou meu short.
-Mais eu não vou deixar de usar... Luan eu gosto! Espera... Eu não tenho namorado, até onde eu saiba! Sorri, cruzando os braços e o olhando.
-Poxa! Ele se jogou na cama.
-Poxa o que? Ninguém me pediu em namoro, to certa? Sorri.
-Você aceitaria? Ele me olhou sorrindo.
-Não sei... Como eu vou saber se ninguém me pedir? Fingi não demonstrar interesse guardando as roupas na mala.
-Verdade! Ele se ajeitou na cama com sorriso nos lábios.
-O que você vai fazer? O olhei curiosa.
-Eu? Nada!
-Tá! Continuei organizando minha mala.
-Sua mãe não se importa se dormi aqui? Ele me olhou enquanto brincava com o urso.
-Não...! Lú, deixa esse ursinho no lugar, por favor! Olhei pra ele quando vi o Rafa, o urso que o Dan me deu, nas mãos dele.
-Tá, desculpa! Ele colocou no lugar.
-É que... foi o Dan que me deu! Fiquei séria e me concentrei na roupa que eu dobrava.
-Tudo bem, desculpa! –Ele deu um sorriso tímido. –Mais... E sua mãe? Não se incomoda de um homem dormi aqui?
-Não... não se preocupa! Fechei, finalmente, a mala.
-Ah, terminou?
-Terminei... E não reclama das minhas roupas! Sorri.
-Sim senhora! Ele se levantou me abraçando por trás beijando de leve meu pescoço.
-Quer comer, tomar banho...? Perguntei.
-Se não foi incomodo... Ele sorriu mexendo no cabelo.
-Não é incomodo nenhum! Vou pegar uma toalha! Sorri.
-Tá bom!
Fui até o guarda roupa e peguei uma toalha e os lençóis para que ele dormisse, depois. Lhe entreguei a toalha e ele entrou no banheiro. Aproveitei e desci para fazer um lanche para nós dois e me surpreendi ao perceber que minha mãe já dormia.

Tomei um banho enquanto pensava nessa viajem, acabei viajando nos meus pensamentos. Estava realmente muito calor, me sequei, e fiquei somente de bermuda, saí do banheiro e ela assistia TV. Fui pra frente do espelho e ajeitei meu cabelo.

-Quer comer? Tem um lanche lá na cozinha, que eu deixei pra você! Assistia TV.
-Sim! Ele sentou na cama beijando minha bochecha.
-Então vamo! Olhei pra ele lhe dando um selinho.
-Vamos!

Descemos abraçados e ela me serviu um lanche maravilhoso, só de saber que ela havia feito com carinho fez daquele lanche especial. A fiz comer um pouco e conversamos sobre minha rotina, aonde seria os shows e como minha agenda estava durante aquela semana. Mal ela sabia que uma grande surpresa a esperava quando ela menos esperasse.

Um comentário:

  1. Cada dia mais perfeito! q triste a morte do Dan. Agora começa uma nova vida pra Manu e o Lu!

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