terça-feira, 25 de setembro de 2012

CAPÍTULO VINTE E UM.


-Podemos... Conversar?
-Tudo, bem! Mais o Dan tá bem? O olhei séria.
-Tá sim, esta descansando!
-Tudo bem, então! -Passei a sua frente para que ficássemos em um lugar mais reservado.Parei, um pouco, distante de todos e o olhei. -Que foi? Se foi sobre o que aconteceu...!
-Quero me desculpe, errei com você!
-Eu me assustei com o que você fez, não entendi, mesmo, sua reação... Mais pra mim tanto faz! O que importa, pra mim, agora, é o Dan! Mais vai me ajudar se você não se sentir culpado e esquecer o que aconteceu... Posso está sendo grossa, mas me entende, por favor! A gente é amigo... não é? O olhei fixamente nos olhos.
-Sim, somos amigos! Ele abaixou a cabeça.
-Então... Só era isso? O olhei.
-Não quero me afastar de você! Ele me olhou com os olhos um pouco avermelhados.
-Não se preocupe... Sou sua fã-amiga, lembra? Dei um sorriso de canto de boca.
-Então... –Ele se levantou devagar me olhando. –Manda melhoras pro Dan!
-Já vai? O olhei.
-Acho que sim...! Ele mexeu no cabelo, parecia confuso.
-Fica! O Dan precisa de apoio, agora... Mais claro se você quiser e puder! Segurei sua mão.
-Fico! Ele deu um leve sorriso.
-Brigada por seu apoio, brigada mesmo! E...quanto ao que rolou, tudo bem, eu vou esquecer! Mais eu não entendi o porquê, Lú a gente é amigo e... Você quer me dizer algo?
-Eu... Eu me precipitei com você, desculpa! Confundi as coisas, você tem razão somos só amigos!
-Tudo bem... Eu vou voltar pra ver o Dan, você vai?
-Vo... Vou. 

Voltamos para o quarto e passamos a manhã ali com o Dan, Luan conseguiu tirar algumas risadas dele com suas histórias. Ele era um bobo, mais era nítido que eu estava o ignorando, eu havia desculpado ele mais ainda estava assustada com os últimos acontecimentos. Na hora do almoço descemos juntos e Luan foi de boné pra não chamar atenção, sentamos um de frente pro outro e pedimos um lanche.

-O Dan tá melhor, né? Sorri comentando distraída pensando no Daniel.
-Tá mesmo, você faz bem a ele! Ele falou bebendo o suco.
-Ele também me faz bem, estando bem! E você ajudou, também! –Sorri. –A mãe dele pediu pra te agradecer!
-Que isso, não precisa agradecer, tô aqui por o Dan é um cara muito gente boa!
-Mais eu sei o quanto pra você é difícil, por que você é ocupado, e esse tempo aqui você poderia está com sua família... É uma atitude muito bonita Lú! O olhei nos olhos. Estava admirada pelo o que e ele fez.
-É um prazer poder ver ele bem! –Ele sorriu. –Agora para de me enrolar e se alimenta mocinha!
-Ok! Sim senhor! Sorri.
-Esse bolo tá uma delicia, experimenta! Ele tirou um pedaço pra mim.
-Nossa! Tá uma delícia mesmo! Comi o pedaço que ele colocou em minha boca.
-Até que pra um hospital a comida daqui é legal! Ele riu.
-Verdade! Mais a daqui, da lanchonete, pergunta ao Dan se a dele é gostosa! Ri.
-Bem que a gente devia pegar um pedaço desse bolo e levar pra ele né? Ele ia amar! Luan me olhou com cara de sapeca.
-A alimentação dele é controlada Luan, não pode! Não apronta! Sorri.
-Um pedacinho deste tamanho! –Ele mediu com o dedo. –Não vai fazer mal, vai Manu ele vai amar!
-Só um pedacinho, de nada! –Sorri. –Pega um pedacinho e esconde, pra gente passar pela enfermeira!

Luan pegou uma grande fatia do bolo enrolando no guardanapo e subimos os enfermeiros os olhava assustado e ele sorria caminhando normalmente com se fosse uma pessoa anônima. Entramos no quarto e o Dan estava vendo TV, fechei a porta e Luan se aproximou dele com sorriso o pedaço de bolo. 


-Olha o que trouxemos pra você! Luan disse animado.
-Bolo de chocolate! Dan abriu um longo sorriso.
-É cara! A Manuela não queria mais insistir!
-Cara, valeu! A comida daqui é muito ruim!
-Toma, quer ajuda?
-Não, obrigado! Ele sorriu e colocou um pedaço na boca fechando os olhos.
-Fiquei com medo de, sei lá, você passar mal! Olhei pra ele.
-Mais isso tá muito bom Manu! Dan sorriu comendo. 
-Viu? Eu disse! Luan riu batendo a mão com o Dan.
-Mais é que eu fiquei preocupada só isso! Vocês são duas crianças! Sorri.
-Espertos na verdade amor! Dan riu. 
-Isso aê!
- Só faltou uma coca aqui!
-Poxa, esqueci! Eles riram.
-Nem brinquem! Quer ter um troço?
-Manu o cara ta bem, relaxa! Luan bagunçou o cabelo dele que riu. 
-Topa uma partida de vídeo game Luan?
-Claro! Já ganhei de você! Luan riu.
-Vocês são duas crianças! Ri.

Fiquei observando o jeito deles brincarem e sorrirem. O modo que o Luan se comportava, de um jeito bobo e brincalhão para ver o Dan melhor e sorrindo, fiquei feito boba admirando.


Eles passaram a tarde jogando no vídeo game, e o Luan sempre arranjava um jeito de fazer uma brincadeira. O Luan se mostrou uma pessoal especial, mais, ainda, do que qualquer fã imaginou. Ele prendeu minha atenção a ele, por sua postura. Ficava o observando e sorria quando ele me olhava, como aprovação ao que ele estava fazendo.

-Ganhei! –Dan gritou. –Não cansa de perder Luan? Que pena! Dan gargalhou.
-Admito, você é um forte concorrente, mais um dia eu ganho! Luan fez bico.
-Vem cá gente, qual a graça de jogar esse jogo? Acho bem melhor assistir um jogo de futebol, ao vivo, na hora sabe? Olhei pra eles.
-É isso é verdade! Luan confirmou.
-Mais no jogo podemos controlar os jogadores! Dan riu.
-É! Isso é verdade, por dá raiva ás vezes! Querem comer? Acho que a enfermeira vai passar aqui, daqui a pouco, amor! Olhei para o Dan.
-Eu to sem fome, mais o Luan deve tá né? Só comeu meio dia e nem se alimentou! Dan o olhou.
-É verdade, Lú! Vai lá fora comer, deve está com fome, mesmo!
-Não, eu nã...
-Vai com ele Manu! Dan o interrompeu.
-Tá... Eu vou! –Levantei. –Vamo Lú? Chamei ele.

Olhei para o Dan que sorriu e balançou a cabeça positivamente e seguimos pra lanchonete, depois do que fiz ficava sem graça de ficar com ela a sós, medo dela ter medo de ficar ao meu lado pensando que poderia tentar algo a mais com ela. Sentamos novamente na cantina e fizemos o pedido.

-Vai pedir o mesmo? Perguntei e ele pareceu se assustar.
-Pode ser!
-O que você tem? Tá estranho...!
-Tô? Ele me olhou e deu um sorriso tímido.
-Tá! Mais quer saber? Depois de hoje, te admiro ainda mais, não pelo Luan Santana e sim pelo Luan Rafael, que você me mostrou hoje! –Sorri segurando sua mão. –Brigada mesmo pelos sorrisos dele! Olhei em seus olhos.
-Que isso Manu! Eu adorei a tarde, nunca mais tinha me divertido tanto, o Dan é uma grande pessoa, eu que agradeço a ele por ter me ajudado a esquecer tantos problemas e responsabilidades que carrego durante meu trabalho! Ele sorriu apertando minha mão.
-Ele vai fazer muita falta...! Baixei os olhos.
-Mais ele sempre vai tá por perto, e se manterá vivo dentro do seu coração pra sempre!
-É... Dentro de mim, vai ter sempre um lugar, guardado, pra ele! –Sorri. –Sabe o que ele me disse, quando terminou comigo?
-O que? Ele perguntou ainda de mãos dada comigo.
-Que era pra eu tentar colocar alguém no lugar dele, mas ele vai está sempre comigo... O difícil vai ser colocar alguém como ele no lugar, sabe? E...queria que fosse alguém como... Ah! Esquece bobeira minha, nem sei por que passou isso por minha cabeça! Sorri, sem graça.
-Fala Manu, eu quero saber! Luan sorriu bagunçando um pouco do meu cabelo.
-Nada é besteira...! Sorri, sentindo meu rosto ficar vermelho.
-Ah, qual foi? Me conta, prometo guarda segredo!
-Alguém igual a você... Pronto falei! E não me pergunta mais nada! Sorri, ainda sem graça.

Sorri olhando-a e sei que ao ouvi aquelas palavras meus olhos estavam brilhando, meu coração disparou e tentei o máximo que estava conseguindo esconder o nervoso que aquelas palavras haviam me dado. Beijei sua mão olhando em seus olhos e não conseguir dizer uma palavra.

-Luan se a intenção era me fazer ficar, ainda mais, sem graça você conseguiu! Pára, sério! Sorri.
-Mais eu não fiz nada! Ele sorriu.
-Tá esquece! –Ri. –Olha o lanche chegou! Desviei do assusto, sorrindo.

Lanchamos em meio a risadas, Luan parecia ter esquecido o que havia acontecido no dia anterior assim como eu, também queria esquecer. Ele colocava pedaço de bolo na minha boca e bebia do seu refrigerante. Estava começando a me senti a vontade ao seu lado, ainda sentia um pouco de nervoso, afinal de contas ele é meu ídolo e ainda não acreditava que o tinha como amigo. 


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