sábado, 26 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA E TRÊS.


-O que importa aqui não é minha vida pessoal e nem a dele... São os assuntos do seu interesse! Podemos começar? Voltei minha atenção a todos.
-Não, não podemos! Você é mulher dele e não sabíamos disso!
-E o que isso impede? Minha vida pessoal não atrapalha a minha vida profissional, senão nem esse caso eu pegaria!
-Podemos começar! Luan falou firme olhando para o homem que o encarava de um jeito assustador.
-Ok! Vamos começar! O que o meu cliente quer é o reembolso de 250 mil reais, a metade do cachê cobrado para a realização do show do Luan Santana, com toda a sua estrutura. Pelos seguintes fatos; quebra de contrato pelo horário, danificação da estrutura do palco comprometendo a outras bandas contratadas, danificação de aparelhos da produção da organização do evento e por ter que fazer a devolução do dinheiro do ingresso, de 50 reais, para os pagantes que desistiram de esperar o cantor e sua equipe pelo atraso de uma hora e meia. Aqui está o balanço de todos os prejuízos causados ao meu cliente, de três empresas diferentes para não gerar nenhuma duvida a vocês. Está tudo ai, o valor de cada dando da quantidade de ingressos devolvidos! Entreguei uma pasta ao advogado deles.

A observava calado, ela realmente era muito boa como advogada, segurei o sorriso e fiquei apenas a observando, ela mostrava autoridade e era firme em suas falas. Os advogados que estavam ao meu lado pegaram os papeis e eu não fiz nada, apenas observava a conversa deles e rezando pra que tudo acabasse bem.

-Então, estou esperando a resposta de vocês. Estou aberta a acordos! Olhei pra eles encostando minhas costas na cadeira.
-Vamos pagar a quantia pedida! Anderson falou firme.
-Nossa! Tão fácil assim? –Olhei para os advogados que representavam o Luan e esperei eles retrucarem, algo. Tinha como o Luan pagar menos. –Ótimo! Nada para falar? Continuava olhando fixamente para eles.
-Vocês têm prova de que o Luan danificou algo? Um dos advogados se manifestou.
-Todos os aparelhos foram revisados, por pessoas da equipe da produção do evento! Ergui minha sobrancelha, era ai que eu queria que eles chegassem.
 -Eu quero provas, sobre isso!
-Horários da revisão aqui! Entreguei uma pasta a ele. Queria perder aquela, por que eles duvidaram do meu profissionalismo.
 -Isso não são provas fundamentais, qualquer um poderia modificar a qualquer hora pra querer prejudicar o meu cliente!
-Ok! Você tem razão, não são fundamentadas, nem um juiz iria aceitar isso...! –Olhei para o Luan e segurei um sorriso. –Mais quanto aos ingressos, tenho provas do próprio sistema que foram devolvidos mais de quatro mil e quinhentos ingressos e ainda temos a quebra de contrato, quando ao horário, do seu cliente!
-Ok, quanto vocês querem?
-Quanto acha que devemos pedir? Um dos meus clientes me perguntou.
-Metade, 125 mil é o suficiente!
-Ótimo, já que é o que podemos pedi, estar ótimo!
-Metade do valor pedido, 125 mil. É o que meus clientes pedem! Olhei para os advogados do Luan. Sabia que eu estava fazendo o justo, manipulei toda a conversa pra esse resultado.
-Ótimo! Negócio fechando!
-E encerrado! Anderson se levantou falando firme. 
-Ainda não, Anderson! Essa semana irão chegar alguns papeis para vocês assinarem! Olhei para o Anderson, falando firme.
-Ok! Mais deixo uma coisa clara; nunca mais o Luan Santana canta pra vocês!
 -Não queremos mais pessoas com falta de compromisso tocando, principalmente esse cantorzinho de merda!
-Já acabamos e não cabe aqui discussões indevidas! Agora, por favor me acompanhem! Olhei para os meus clientes os indicando a porta.

Fiquei durante todo tempo calado e quando eles saíram Anderson fechou a porta começando junto a Dagmar a me dá uma bronca como se toda culpa pelo atraso fosse minha. Permaneci calado e até meu pai falava algo parecendo que eu era unido e total culpado da história, escutava tudo calado e nada que falasse naquele momento serviria.

Saí os indicando à porta e avisando que eu os manteria informados sobre tudo e que enviaria os papeis do acordo para aprovação deles. Voltei para a sala de reunião e ouvi todos reclamarem com o Luan sobre o atraso dele, enquanto ele ouvia calado.

-Desculpa me meter, mas a culpa não é só do Luan, foi de toda a equipe por um imprevisto que tiveram na estrada e vocês com a neblina no aeroporto do Rio. Claro que isso não se aplica para uma quebra de contrato, por pouco interessa se alguém morreu a pessoa assinou ela se comprometeu a fazer! –Respirei fundo. –E outra não vou suportar o olhar de merda de vocês pra mim, eu conduzi essa reunião para o acordo que fizemos. Por que ao contrário de muitos aqui eu não misturo minhas coisas pessoais ao trabalho! Se dependesse da sua raiva e dos seus advogados, que me desculpe, foram um erro, vocês iriam pagar os 250 mil, Anderson! Falei firme encarando o Anderson.
-Não se mete Manuela, você é advogado deles não do Luan!
-Não fala assim com minha nora Anderson, respeite-a! Ela foi profissional e estar certa quanto aos nossos advogados! Amarildo o encarou.
-Me meto, por que aqui, agora, eu sou a mulher do Luan e não estou nenhum pouco satisfeita quanto a isso aqui! –Continuei a encará-lo. –Ah! Uma dica, que eu vou te dá, guarde isso com você o resto da vida: saiba separar as coisas, os momentos, por que há o momento certo pra tudo!
-Ok, licença! Ele saiu calado e Amarildo após beijar minha testa saiu da sala deixando eu e o Luan a sós.
-É impressionante como você fica calmo, com isso, mô! Olhei para o Luan, falando mais calmamente.
-Se brigar com Anderson é pior!
-Você que sabe! Não me meto mais em nada! Peguei minhas coisas.
-Amor... –Luan me abraçou por trás. –Você é boa... Em todos os sentidos! Ele beijou meu pescoço.
-Em todos os sentidos? Não entendi! Sorri.
-Boa esposa, boa mãe, boa advogada... –Ele mordeu meu pescoço. –E boa de cama!
-Ok! Esses detalhes a gente guarda, pra nós dois! –Sorri virando pra ele. –Vamo?
-Vamos sim, preciso arrumar minhas coisas, amanhã tenho show!
-Então, vamos! Tem que ver se o Dan vai querer largar do padrinho! Sorri.

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