quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E VINTE E TRÊS.


-Mô! Te amo muito! Sorri.

A abracei forte escondendo meu rosto sobre seu pescoço e me senti seguro ali sentindo seu calor e cheiro. Deixei que as lágrimas molhassem seu ombro. O medo que aquela cena não se repetisse tomou conta de cada músculo do meu corpo, eu a amava demais pra ter que ficar longe dela. Segurei firme em seu cabelo e respirei fundo tentando me acalmar, mas esta ali com ela era tão reconfortante que a emoção tomou conta de mim.

O abracei forte para que ele pudesse saber que eu sempre estaria com ele, sempre. Deixei que ele extravasasse sua emoção. Senti suas lágrimas molharem meu ombro e comecei a fazer carinho no cabelo dele.

-Tá tudo bem amor! Eu to aqui, você está aqui, passou! Sussurrei e beijei o seu pescoço.
-Desculpa pelo susto! Ele falava abafado por esta ainda com rosto no meu pescoço.
-Tudo bem! O Importante é que você está aqui e não foi culpa sua... Te amo muito!
-Também te amo demais, demais!
-Já ligou para seus pais, avisando que você chegou?
-Já sim! –Ele me olhou. –Posso pegar ele?
-Pode meu amor, claro! Sorri.

Sorri beijando a testa dela e me aproximei de onde o Dan estava dormindo, parecia um anjo de tão lindo. Peguei com cuidado lhe dando um beijo na testa, demoradamente, e fechei meus olhos sentindo o cheirinho dele que era reconfortante para o meu coração. Esta ali com ele me meus braços e vendo a Manu admirando aquela cena era tudo que precisava depois daquele susto. Ninei ele, devagarzinho, enquanto cantava algo pra ele e olhei pra Manu com sorriso nos lábios.

-Pai prendado esse! Sorri o olhando ninar o filho.
-O queixo dele é igual o da Bruninha! Ele sorriu.
-É? Ela disse que ele era todo você e ficou revoltada com isso! Ri.
-E ela queria o que? Ele é meu filho! Ele riu.
-Ela e o Diego disseram que era injusto por que eu carreguei ele nove meses! Sorri.
-E eu coloquei a sementinha! Ele riu beijando a testa do filho.
-É! Isso foi fundamental! Ri.

Ri olhando-a e coloquei o Dan de volta ao seu berço, com cuidado. Beijei a mãozinha dele com carinho após passar de leve sobre meu rosto e beijei novamente sua testa o enrolando com cuidado. Sentei ao lado da Manu beijando sua bochecha e respirei fundo sentindo aquele cheirinho que era nosso.

-Fiquei com medo... Tive um sonho com o bicuço. Acordei assustada e o Dan começou a chorar! Olhei pra ele.
-Nunca tive tanto medo em minha vida!
-Imagino...! Mais passou, esquece! Você está aqui! Alisei o rosto dele e sorri.
-Eu quero um beijo, mas não qualquer beijo! Ele se aproximou de mim alisando meus lábios com os seus.
-Então vai ganhar o beijo! Sorri e mordi o lábio dele, levemente.
-Eu quero! Ele fez bico.
-Então vem cá! Sorri mordi puxando, levemente, o lábio dele pra mim.

Coloquei a mão em sua nuca e a beijei delicadamente, queria ter a certeza de que realmente eu estava ali e que estava tudo bem. Coloquei a mão em sua cintura com carinho e explorava cada canto de sua boca com minha língua, queria matar todo medo que estava dentro de mim sentindo que ela era minha.

Retribuí aquele beijo carinhoso que ele me dava. Alisava a sua nuca e seu rosto, delicadamente. Explorava sua boca com minha língua para poder sentir aquele gosto que só ele tinha e para poder acalmar meu coração: ele estava ao meu lado, nos meus braços.

-Te vivo muito! Falei baixinho.
-Eu também, muito meu amor! Ele beijava meu rosto de olhos fechados.
-Deu vontade de ir pra casa, agora...! Sorri.
-Também! Ele sorriu mordendo meu pescoço.
-Pena que não pode, né? Sorri.
-Amor... Não provoca!
-Tá! Parei! Ri.
-Vamos mudar de assunto, quer assistir TV? Dormi? Ele andava pelo quarto procurando algo.
-Não sei...! Em casa vai ter o Dan pra cuidar, né? Ri.
-Não ri! Ele me olhou com uma carinha fofa.
-Eu não falei nada, só disse que vai ter o Dan pra cuidar. Só isso! Sorri.
-O Diego, cadê ele?
-Sei lá! Disse que ia comer, acho que acabou dormindo em algum lugar! Ri.
-Ah! Ele sorriu sentando ao meu lado.
-Liga pra ele amor? Fiquei preocupada agora! Olhei para o Luan.
-Ligo!

Peguei meu celular ligando para o Diego e ele atendeu dizendo que estava na cantina comendo algo e que logo iria pra casa por saber que eu estava lá com ela. Desliguei o celular olhando-a e sorri me aproximando, novamente. 

-Ele tá comendo na cantina e disse que vai pra casa depois!
-Ah! Bem a cara dele isso, de hoje que come! Ri.
-E você, se alimentou?
-Sim e seu filho guloso também! Sorri.
-Licença, boa noite papais! Uma enfermeira linda por sinal entrou no quarto e tirou toda atenção do Luan só pra ela.
-Que foi? Olhei pra ela olhando séria para o Luan.
-Vim trazer novas fraudas para o meninão! Ela sorriu se abaixando pra pegar algo no armário.
-Pode deixar ai fora mesmo, o pai guarda depois! –Belisquei o braço do Luan. –Obrigada e boa noite! Olhei séria pra ela.
-Ah! Tudo bem! Boa noite! Ela olhou para o Luan sorrindo e saiu fechando a porta.
-Luan Rafael Domingos Santana! Olhei pra ele.
-O quê? Ele me olhou, parecia despertar.
-O quê? O quê? Você ainda me pergunta “o quê”? Eu quero ir pra casa amanhã de manhã e não quero enfermeira nenhuma perto do meu filho e nem de você!
-Mais o médico disse que era pela tard...
-Porra! Que enfermeira gostosa era aquela? Diego entrou olhando pra fora.
-Não interessa! Eu quero ir de manhã! Dê seu jeito! E Diego me poupe dos seus comentários! Olhei pra ele com raiva.
-O que deu nela? –Diego olhou para o Luan e riram. –Rapaz, vou ali torcer meu pé pra aquela gostosa cuida de mim, você viu os peitos dela? Tô indo lá! Diego saiu mancando e Luan riu.
-Tá rindo de que? –Olhei para o Luan com a sobrancelha levantada. –Quer torcer o pé também? Eu torço pra você, não se preocupe!
-Pára de besteira meu amor! –Ele riu me dando um selinho. –A única gostosa aqui é você!
-Tá! Mais eu quero ir embora!
-A gente vai amanhã cedinho, tá? Ele se aproximou.
-Sem nenhuma enfermeira!
-Você que manda!

Depois de ficar fazendo dengo e fazer o Luan me mimar, eu dormir com seus carinhos. Fiquei, um pouco, irritada por aquilo e me senti culpada, também. 


O Luan dormiu em um sofá que tinha no quarto e ficou a olhar o filho e eu. Acordei com a claridade no quarto e a minha mãe ao meu lado observando o neto, enquanto o Luan ainda dormia. Ela tinha ido me buscar como havia prometido. Logo, aquela enfermeira entrou e eu fiquei com raiva.

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