quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E VINTE E OITO.


A vi saindo do quarto e voltei meu olhar para o nosso pequeno que dormia feito um anjo. O peguei no colo, com cuidado, e quando ele se mexeu ninei ele com carinho beijando sua testa. Queria senti-lo perto de mim, sorri enquanto cantava uma música pra ele e brincava com uma de suas mãozinhas que mesmo dormindo segurou meu dedo. Sentei na poltrona que tinha ali, coloquei o corpo dele sobre minha barriga e peito e fiquei balançando a poltrona devagar. 

-Quando você crescer filho vou te ensinar a jogar bola, a cantar as muié! –Ri. –A tocar violão, mais claro se você quiser... Vou adorar te ensinar as coisas que meu pai me ensinou quando pequeno. Sabe depois que você nasceu muita coisa fez sentindo na minha vida, você e sua mãe são tudo na minha vida, as pessoas pelas quais vivo e quero proteger de todo e qualquer mal que venha atingir vocês. Tô louco pra te ver dar seus primeiros passos, pra ouvi você me chamando de papai dizendo que me ama e que eu sou seu orgulho. Eu lembro quando disse isso ao seu avô, ele se emocionou tanto... –Sorri lembrando. –Você vai gostar dele, seu avô é uma pessoa maravilha, um exemplo de homem. Quero ser que nem ele, sabe?! Um pai de família exemplar, um homem forte e decidido que faz de tudo pelo bem da família. Meu pai é meu herói, meu orgulho e quando você ficar maiorzinho espero que, assim como eu, sinta orgulho desse cara aqui. Eu te amo muito rapaz! Sorri beijando a cabeça dele e respirei fundo, enquanto fazia levemente carinho em suas costas.

Depois de um tempo levantei para ver se o Luan precisava de ajuda. Quando cheguei à porta do quarto do Dan ouvi ele falar algumas coisas para o filho que me fizeram ficar emocionada, então voltei para o nosso quarto e o deixei com o nosso pequeno.

Pela manhã eu acordei, com a claridade do dia invadindo o quarto, percebi que o Luan não havia dormido ao meu lado e sorri. Levantei passei uma água no rosto, escovando os dentes e saí para ver onde o Luan havia dormido. 

Entrei no quarto do Dan vi uma cena linda; o Luan dormia na poltrona com o Dan sobre ele. Sorri e quando ia saindo o Dan se mexeu e quase começou com um choro. Corri e o peguei fiquei com medo de ele cair, o Luan abriu os olhos e me olhou embalar o Dan, mas eu sabia que ele estava com fome.

-Oi amor! Nossa! Dormi aqui com ele! Luan coçava os olhos.
-Foi, dormiu! –Sorri. –Agora dá licença antes que seu filho abra o berreiro aqui com fome... Levanta pra eu sentar e colocar ele pra mamar! Olhei para o Luan.
-Vou tomar um banho! Ele se levantou indo para o nosso quarto.

Assim que o Luan saiu do quarto eu sentei na poltrona e coloquei o Dan para mamar. Ele parecia está com muita fome e isso me deixou feliz, por que na noite anterior ele não quis nada, além de dormir. Eu o observava, enquanto ele apoiava a mãozinha em meu peito, me fazendo sorrir.

Tomei um banho demorado, enquanto passava coisas sem sentido na minha cabeça. Coloquei apenas uma bermuda e sentei na cama mexendo no celular, tinham várias mensagens da minha mãe. Liguei pra ela lhe contando como foi à noite e ela pareceu orgulhosa de eu ter ajudado a Manu a cuida do seu neto. Desci indo na cozinha e peguei um copo de suco sentando no sofá ligando a TV.

Depois que o Dan mamou eu o ajudei a arrotar e tinha que o dar banho. Enquanto eu separava as coisas para o banho o Dan ficava me observando do berço e parecia curioso. Sorri para ele e o Dan fez uma das caretas que o Luan fazia, me fazendo ri.

-Amor! Vem aqui, corre! Cheguei da porta do quarto chamando o Luan.
-Que foi? Ele subiu rápido.
-Olha a cara do Dan. Te lembra alguém? Sorri olhando pra ele.
-Que danadinho! Ele riu.
-Fica aqui, com sua cópia, que eu vou esquentar a água pra ele tomar banho! Ri.
-Vem aqui garotão! Luan o pegou e ele deu um leve sorriso.

Desci sorrindo e fui para a cozinha esquentar a água para o banho do Dan. Enquanto esperava a água esquentar eu enrolei o estômago com uma fruta. Subi e encontrei o Luan brincando com o Dan e por algumas vezes pai e filho sorriam, me fazendo sorrir.

-Mô tira a roupinha dele?! Fui até a banheira para deixar a temperatura certa da água.
-Tiro!
Tirei a roupa dele devagarzinho e beijei a barriga dele que deu um sorrisinho batendo a mão bem de leve sobre meu rosto. Tirei a frauda dele e olhei pra Manuela com a sobrancelha levantada, enquanto ela tentava decifrar meu pensando.

-Puxou ao pai!
-Luan pára com isso! –Ri, pegando o Dan. –Quer ajudar?
-É sério amor! –Ele riu. –Quero!
-Pega a toalhinha dele e vem! Sorri pra ele.

Fui até a banheira e dei banho no Dan rápido, porém com cuidado, ele não podia ficar muito tempo exposto. Olhei para o Luan que observava tudo com muita atenção e sorri. O Dan gostava de tomar banho, não chorava, ficava quietinho. Quando fui tirar ele da banheira o Dan chutou a água molhando eu e o Luan, me fazendo ri.

-É! Faz parte! Ri olhando para o Dan, que nos olhava com uma carinha inocente.
-Com essa carinha nem tem como ficar com raiva! –Luan riu. –O papai ama esse moleque! Luan se aproximou fazendo careta e o Dan repetiu.
-Tá papai! Enrola ele antes que ele alague o quarto! Tirei o Dan da banheira e entreguei ao Luan, que o enrolou na toalha.
-Mô deixa colocar a frauda nele? Luan me olhou deitando o Dan devagarzinho.
-Deixo, mas coloca a pomada da assadura direito, tá? O entreguei a pomada e a frauda, sentando na cama o observando.
-Tá, bom!

Peguei a pomada da mão dela e olhei para o Dan que mordia o brinquedinho dele me olhando como se soubesse que iria fazer merda. Mordi os lábios abrindo a pomada e passei na ponta do dedo começando a passar nas assaduras e nas dobradinhas do braço e do pescoço dele. Abri a frauda tentando entender que lado usar e o Dan parecia zombar da minha cara me encarando. Levantei as perninhas dele colocando a frauda nele e fechei sorrindo, havia, pela primeira vez, conseguido colocar a frauda no Dan.

-Filho vamo dá um brinde para o seu pai? Ele conseguiu colocar sua frauda! –Sorri olhando para o Dan e ele retribuiu o olhar fazendo careta. –Acho que ele não quer que você ganhe brinde não! Ri olhando para o Luan.
-O Dan não gosta de mim...! Luan abaixou a vista.
-Ele te ama, seu besta! É que normalmente quem faz isso sou eu... Pára vai amor! –Puxei o Luan dando nele um selinho e o Dan começou a chorar. –Vem com a mamãe, vem meu amor! Assim que peguei ele no colo ele parou de chorar.
-Isso só pode ser brincadeira! O Luan saiu do quarto.
-Amor, vem cá! Saí do quarto indo atrás do Luan.
-Você viu o que ele acabou de fazer?
-Vi, mas a gente não pode alimentar isso... Nós somos os pais dele e ele vai ter que se acostumar a nos ver juntos! Pára, com isso, vai! Olhei para o Luan e o Dan nos olhava.
 -Filho...! –O Luan se aproximou. –Você ama o papai?

Eu olhei para o Luan e revirei os olhos, não acreditando que ele estava fazendo aquilo. O Dan me olhou e olhou para o pai e continuou o olhando fixamente, parecia esperar o Luan fazer algo.

-Você quer que ele fale que te ama? Olhei para o Luan impaciente.
-Quero!
-Então espera ele crescer ou um milagre, pra ele te falar, agora! Passei por ele e o Dan o olhou curioso e começou a chorar parecendo perceber o que estava acontecendo.

Entrei no nosso quarto me jogando na cama e olhei para o teto, a Manuela tava mudada e isso já estava me incomodando, nem o Dan estava ao meu lado e aquilo estava me deixando magoado. Liguei a TV tentando ver algo interessante e não encontrava nada, e acabei pegando no sono leve.

-Pronto filho, a mamãe tá aqui! Ninava o Dan para acalmá-lo, mas ele não parava de chorar.

Ouvi o Dan chorando desesperadamente na sala e abri meus olhos por inteiro, levantei devagar da cama e desci até a sala vendo a Manu ninando ele que não parava um minuto de chorar. Respirei fundo me aproximando e peguei ele no colo dela beijando sua cabeça.

Quando a vi subi dei um sorrisinho e beijei a mãozinha do Dan que estava sobre meu ombro. Sentei na varanda perto da piscina e fiquei cantando baixinho pra ele. Naquele momento sabia que meu filho me amava e que gostava do meu colo, queria ir conversar com a Manu. Subi as escadas devagar coloquei o Dan no berço com cuidado, beijei sua testa alisando sua bochecha e fui até o nosso quarto. Ouvi o chuveiro aberto e sorri tirando minha bermuda. Entrei em baixo do chuveiro lhe abraçando por trás e beijei seu pescoço.

2 comentários:

  1. Essa situação deles é por causa da pressão. São pais de peimeira de viagem. Espero que eles se resolvam logo.


    Yana

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    1. CARA ESSE CLIMA FICA MEIO CHATO, TIPO NADA A VER O LUAN COM CIUME DO PROPRIO FILHO NE, TOMARA QUE ELES SE RESOLVAM LOGO :)

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