sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA.


Com seus carinhos acabei dormindo, e fiquei por lá mesmo no sofá se acordasse não dormiria mais. Acordei com minha mãe me cutucando, abri meus olhos e como se soubesse de tudo ela apenas me abraçou. Um abraço confortante que me fez deixar a emoção falar mais alto.

Acordei cedo, com o Dan se mexendo, mas ele apenas me olhava, parecia ter perdido o sono. Levantei e fiz tudo como sempre fazia; dei mama ao Dan, o dei banho e fui tomar banho depois que ele dormiu.

No banho demorei, chorei tudo o que, ainda, estava entalado em mim. Me senti sozinha, sem ninguém, eu precisava de um abraço e o Di e minha mãe estavam longe dali. Sentei, no chão do banheiro, debaixo do chuveiro, e abraçando meus joelhos continuei a chorar, a dor aumentou, quando lembrei a minha mãe e do Di.
Tomei café com meus pais mais não conseguia comer nada, estava morrendo de saudades do Dan e precisava vê-lo, conversei algumas coisas com meu pai e logo subi pra tomar um banho. Mil coisas passavam pela minha cabeça ao mesmo tempo, me sentia culpado em deixa-la sozinha, apenas com o Dan. Era minha obrigação protegê-la e estar com ela, depois que havia tirado ela de sua cidade, e de sua mãe e irmão. Me arrumei e após avisar aonde iria entrei no carro acelerando. 

Cheguei em frente ao nosso condomínio e demorei um tempo pra entrar, estava criando coragem de encará-la. Estacionei em frente a nossa casa e desci do carro, peguei a chave no bolso e abri a porta vendo a sala vazia. Olhei a cozinha vendo assim como a sala vazia e subi devagar, ela estava sentada na cadeira de balanço com o Dan cantando uma música minha.

Depois de ter chorado tudo o que eu podia e que não podia, em baixo do chuveiro, saí do banho me enxugando devagar, escovei meus dentes e não sentia nenhuma vontade de comer. Ainda de toalha, não resistir a pegar o Dan e me sentar na poltrona, no quarto dele, e comecei a o embalar. Lembrei uma das músicas do Luan, que ele havia feito pra mim, e comecei a cantar baixinho. O Dan abriu os olhinhos e ficou me olhando quietinho.

Meus olhos encheram de lágrima vendo aquela cena, senti meu coração ficar menor que uma ervilha, permaneci calado durante um tempo só observando e quando a vi chorar olhei para o teto respirado fundo e bati de leve na porta fazendo ela direcionar o olhar pra mim.

-Oi! –Olhei pra ele segurando minhas lágrimas. –Olha filho quem veio te ver, o papai! Olhei para o Dan.
 -Ele tá... Acordado?
-Tá, sim! Olhei para o Luan.
 -Posso pegá-lo?
-Claro, eu aproveito e vou me vestir! Entreguei o Dan a ele e fui para o quarto.

Peguei o Dan no colo devagar e a vi saindo de toalha, ela estava linda, seu corpo e cabelo molhados me deixaram em transe. Olhei para o Dan sorrindo e cheirei sua cabecinha, aquele cheirinho dele me acalmava. Segui até o nosso quarto com ele nos meus braços e fiquei observando a Manu trocar de roupa, quando ela deixou a toalha cair no chão senti cada parte do meu corpo arrepiar. Olhei para o Dan que me observava curioso e sorri descendo pra sala, aquela cena não saia da minha cabeça e minha real vontade era entrar naquele quarto e fazer dela a minha mulher como não fazia há tempos.
Me vesti, coloquei um short jeans, curto, e uma blusa regata que era, um pouco, justa. Penteei meu cabelo e respirando profundamente, desci as escadas o vendo com o Dan. Fui até a cozinha para preparar algo para comer; apesar de não está com fome tinha que me alimentar, por eu está amamentando.

Quando a vi descer deixei que um leve sorriso escapasse, ela estava linda e parecia uma menininha com a roupa que usava. Olhei para o Dan disfarçando e percebi que ela foi pra cozinha, na certa preparar algo pra comer. Continuei na sala com o Dan e sentei no sofá brincando com ele que as vezes sorria quando beijava sua barriga lhe fazendo cócegas.

Comi calada, no balcão da cozinha. O observava com o Dan e imaginava e se fosse assim? Eu e ele separados. Eu não aguentaria. Mais tinha que esperar, tinha que respeitar o tempo que ele pediu, senão estaria forçando demais. Lavei os pratos e fui até a sala.

-Vai viajar hoje, né? Perguntei.
 -É, daqui a pouco!
-Sabe quando volta? É que eu tava pensando em ir pra Salvador, com o Dan...!
-Não acha que ele tá muito novinho pra viajar? Espera mais um tempinho, falei com a Bru e ela vem ficar aqui contigo esse tempinho. Eu não demoro, só são três shows!
-Tá! Não vou discutir... –Baixei os olhos. –Tudo bem, eu fico com a Bruna! Segurei o choro, eu queria ir pra casa.
-Chama sua mãe pra vim pra cá!
-Eu já falei com ela... Por esses dias não vai dá o Di tá todo enrolado com o casamento, dele! Vou subir, tá? O avisei olhando o Dan.
-Tudo bem, eu... Já estou indo. Tenho que viajar!
-Tá! Olhei ele se despedir do Dan e fiquei cheia de esperanças para um possível abraço.
-Te ligo...! Ele me olhou mexendo no cabelo após me entregar o Dan.
-Tudo, bem! Olhei para o Dan e meu coração ficou pequeno, novamente.
 -Se cuida, e cuida dele! Ele beijou minha testa demoradamente.
-Vou, sim! Se cuida, também, e vai com Deus! Sorri, levemente, e respirei fundo.

A olhei mais uma vez com nosso filho em seus braços e saí dali sem olhar pra trás, talvez se fizesse isso não teria coragem de viajar. Entrei no carro e acelerei ao som de Zezé e Luciano. Quando cheguei em casa minha mãe já havia arrumado minhas coisas, almoçamos e logo em seguida me despedi deles seguindo viajem pra mais uma turnê de shows pelo Sul.

2 comentários:

  1. Ai que triste,mas com tanta grana não dá pra contratar uma babá e uma empregada?


    bjs


    Simoni

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  2. concordo com a Simoni. A Manu deveria ter alguém pra ajudá-la. Esse tempo que Luan pediu vai fazer Manu abrir os olhos e perceber que ela errou, e muito. Eles não vão conseguir ficar muito tempo longe um do outro.

    Yana

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