quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E VINTE E CINCO.


Sonhava com nós dois fazendo amor e sorria vendo as carinhas fofas que ela fazia ao senti prazer, alisava todo seu corpo e beijava a sua boca de uma forma provocante que a fazia se arrepiar. Senti algo gelado na minha bochecha e abri os olhos devagar, pensei que fosse sonho mais quando a vi sorrindo abri meus olhos por completo e sorri.

-Estava sonhando com coisa boa? Tava sorrindo! Sorri.
-Você nem imagina como era bom! Ele se sentou.
-Nossa! Com essa sua cara já imagino! –Ri. –To com saudade, também! Alisei o rosto dele.
-Amor... –Ele se aproximou com voz dengosa. –Vai demorar muito pra isso acontecer?
-Só mais um pouquinho, mô! Prometo... Também sinto falta! Respirei fundo e fiz cara triste.
-Tá bom, vou tomar banho tá?
-Tá! Dei um selinho nele.

Levantei respirando fundo e segui para o banheiro, entrei em baixo do chuveiro ligando o chuveiro no máximo e sacudi a cabeça, parecia loucura aquela situação, mas já estava ficando maluco ao ponto de sonhar com isso. Quando saí do banho não a encontrei mais no quarto, coloquei minha roupa e desci vendo-a amamentando o Dan, que colocava a mãozinha sobre o seio dela. Sorri sentando ao seu lado e beijei a sua testa e depois a cabeça do Dan. 
Os dias se passaram rápido e como estava de folga aproveitei cada segundo com minha esposa e meu filho. Saíamos todos os dias pela manhã, pelo condomínio, para o Dan tomar o sol dele, e ficávamos sempre em baixo de uma árvore perto do lago ninando ele que parecia gostar, pois sempre dormia com o ventinho gostoso que batia. 

Eu e a Manu nos afastamos bastante, pelo menos foi o que percebi, ela dedicava seu dia totalmente ao Dan, e eu tentava acompanhá-la por nossa relação. Sentia falta de seus cuidados comigo, de seus carinhos, dos seus beijos. A última vez que nos beijamos foi no hospital e toda noite quando ia conversar algo com ela, olhava para o lado e percebia que ela já dormia o que me deixava triste. 

Já havia acostumado com o Dan acordando pela madrugada, e eu e Manuela, sempre revezava, por um sempre estar mais cansado que o outro. Fomos ao pediatra do Dan ver se ele estava bem e tudo graças a Deus estava nos conformes, ele estava cheio da saúde e eu mais a Manu ficamos tranquilos quanto a isso.

Os dias passaram e meu lado mãe falava mais alto, sempre estava ao lado do Dan ou com ele no colo. Não me cansava de está com meu filho e cuidar dele. Quando o Luan pegava uma folga longa saíamos de manhã cedo para o Dan pegar sol e eu não cansava de olhar para o meu bebê que estava a cada dia mais lindo.


Entre eu e o Luan estava tudo muito distante. Ele me ajudava a cuidar do nosso filho e eu não tinha nada o que reclamar ele era muito cuidadoso e eu ria quando ele ficava atrapalhado para trocar a frauda do filho. Pela noite eu sempre estava muito cansada, então acabava dormindo rápido, só acordava quando o Dan chorava para dar a ele mamar. Eu sabia que era um momento para que eu e o Luan, conversarmos mais eu não conseguia controlar o sono.

Eu sabia que estava devendo muito ao Luan. Comecei a perceber que nós dois não trocávamos mais carinhos e não nos beijávamos além da bochecha. Eu dava toda a minha atenção ao Dan e todos os carinhos, também, deixando ele de lado. Eu estava começando a me sentir mal.

Em uma noite, depois que dei mama ao Dan e o coloquei para dormir, desci e o vi sentado no sofá concentrado na TV, ele assistia a um filme. Sentei ao lado dele no sofá e fiquei o olhando. Nunca mais eu tinha olhado pra ele direito, ele parecia cansado e estava mais forte; ele tinha se dedicado mais a academia, nas últimas semanas. Continuei o olhando, enquanto ele via o filme.

Aquele clima entre nós dois estava péssimo e isso estava a cada dia me deixando pior. Voltei a fazer meus shows e sempre quando ligava pra lhe falar algo, ela sempre desligava dizendo que o Dan estava chorando ou que estava fome. Entendia que ela queria proteger e cuidar do nosso pequeno, mas estava começando a achar que ela estava exagerando. Nossa relação estava a cada dia pior e estava péssimo por isso. 


Fiquei cinco dia de folgas e segui pra casa, passei o dia na casa dos meus pais e nem havia avisado a ela, também se avisasse ela não iria dar importância. Conversei bastante com minha mãe que me deu vários conselhos e decidi seguir; dar tempo o tempo. Segui pra casa pela noite, e quando entrei a sala estava vazia. Subi para o nosso quarto e ela dormia com o Dan ao seu lado, sorri vendo aquela cena e não resistir de tirar uma foto. Tomei um banho demorado e quando saí do banheiro ela ainda dormia. Preferi não acordá-la e fui dormir no quarto de hospede pelo Dan estar dormindo no meu lugar. 

Em uma dessas noites após jantar sozinho por ela dizer que estar sem fome, liguei a TV fiquei assistindo um filme que estava passando em um canal fechado, era interessante e me concentrei bastante.

-Tá assistindo o que? Olhava pra ele e ele pareceu se assustar.
-Não te vi ai... –Ele me olhou. –Um filme de suspense! Ele voltou a olhar a TV.

Olhei pra ele e respirei fundo, ele tinha toda razão de está frio comigo. Fiquei ao lado dele e parecia que éramos dois estranhos, não trocamos olhares e muito menos um beijo. Olhei pra ele e me aproximei, dei um beijo no pescoço dele o fazendo arrepiar.

-Quer carinho, neném? Sussurrei no ouvido dele, o fazendo permanecer arrepiado.
-O Dan dormiu? Ele se afastou e me olhou.
-Já! Olhei pra ele.
-Manu a gente precisa conversar!
-É! Eu sei...!
-Nossa relação anda muito estranha, parecemos que somos dois estranhos dentro da mesma casa, sendo obrigados a conviver juntos. Nem na mesma cama dormimos mais por que o Dan sempre estar lá dormindo com você. E antes que você pense algo... Eu não estou com ciúmes do meu filho, até por que não tenho motivos!
-Desculpa! É culpa minha eu sei... Deixei você de lado, desculpa! Nem sei o que te dizer... Só que eu também estou me sentindo péssima, com isso. Sinto sua falta todos os dias, mas eu me sinto muito culpada, então... Me desculpa? Olhei pra ele com meu coração apertado.
-Eu quero um tempo! Ele desvio o olhar de mim.
-Mô não faz isso...! Olha, eu prometo que vai melhorar, prometo! Mais não faz isso, eu preciso de você! Virei o rosto dele, pra mim.
-Vai ser melhor assim Manu, apesar de parecer que já estamos dando esse tempo a umas semanas!
-Mais... Não faz isso vai, por favor! To me sentindo péssima! Respirei fundo e baixei a cabeça.
-A gente mudou Manu, tanto eu como você. As coisas não são mais a mesma. Tentei seguir os conselhos da minha mãe de dá tempo ao tempo, mais... Percebi que se deixasse as coisas do jeito que estão só iria piorar, mais. Você só tem olhos para o Dan e não foi só eu que percebi isso. Eu não aguento ficar empurrando uma coisa com a barriga!
-Mô, desculpa! Eu não queria... Prometo que vou recuperar nossa relação, prometo! Me dá uma chance? Olhei pra ele com lágrimas nos olhos.
-Não sei se tem melhora Manuela!
-Não fala isso a gente se ama, claro que tem melhora! Amor, se você me der uma chance eu te mostro que tem melhora. Me dá só uma chance, por favor?!
-Tem certeza? Ele me olhou.
-Claro que eu tenho! Pra começar, vamo fazer alguma coisa amanhã só nós dois? A gente deixa o Dan com seus pais e a gente sai que nem antes...! Alisava o rosto dele.
-Tudo bem!
-Tudo mesmo, neném? Sorri me aproximando dele.
-Tudo!
-Mesmo, mesmo? Alisava a boca dele com a minha, queria dar um beijo nele, pra matar aquela saudade.
-Não provoca... Senti a respiração dele falha.
-Não estou fazendo nada! –Sorri mordendo o lábio dele. –Só quero sentir seu gosto! Dei um selinho nele.
-Ma... Ouvi o choro do Dan e senti o Luan respirar fundo.

Mesmo ouvindo o choro do Dan eu o beijei, levemente, sorrindo. Sabia que não era o suficiente, mas era um bom começo. O olhei por que eu tinha que subir, pra pegar o Dan, e ele me olhou com uma cara triste.


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