quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E VINTE E QUATRO.


-Mãe pede pra ela ir embora, por favor! Pedi baixo, para minha mãe.
-Querida, ela esta aqui pra te ajudar!
-Mais não quero ela! Chama outra?
-Mais querida... Tudo bem! Minha mãe concordou ao ver minha cara de desaprovação.
-Brigada! Olhei pra minha mãe.
-Linda, por favor, você pode chamar outra enfermeira? 
-Ah! Tudo bem eu saiu e chamo outra! A enfermeira saiu sem graça e minha mãe me olhou séria.
-Isso não se faz Manuela! Tadinha da menina!
-Tadinha de mim! A senhora precisava ver como o Luan estava olhando pra ela...! Falei irritada.
-Ela não tem culpa, o safado da história foi o Luan!
-Tá mãe que seja...! Cruzei os braços.
-Vem, vamos te arrumar! Ela me ajudou a levantar.
Levantei devagar, por ainda me sentir cansada e algumas dores. Andei com dificuldade e fui até o Luan, sorri ao vê-lo deitado sem jeito naquele sofá que mau cabia ele. Me aproximei e alisei sua perna.

-Mô, acorda! Chamei ele.
-Oi amor! Ele disse ainda de olhos fechados e sua voz mostrava cansaço.
-Levanta! Me ajuda e deixa minha mãe arrumar o Dan, vem!

Abri os olhos com dificuldade e levantei me espreguiçando, estava exausto e mau consegui dormi ali no sofá pelo tamanho. A ajudei no que precisava. A barriga dela, por incrível que pareça, já estava quase em seu tamanho normal. A ajudei a se vestir, e coloquei o cabelo dela trás da orelha, enquanto a olhava nos olhos.

Ele me ajudava, enquanto via nele cansaço, mas olhava sempre pra minha mãe. Ela estava colocando no Dan uma roupinha, quando a outra enfermeira chegou a ajudando. Olhei para o Luan quando ele colocou meu cabelo atrás da minha orelha.

-Tá cansado, né? Alisei o rosto dele.
-Pouquinho! Ele me olhou e era incrível que mesmo cansado ele não tirava esse sorriso encantador dos lábios.
-Quando chegar em casa o senhor vai tomar banho, comer e dormir, tá? Sorri.
-Quem disse? Quero curti minha mulherzinha linda e meu filho! Ele me abraçou beijando meu pescoço.
-É sério mô! Você veio direto de um show, depois de um susto enorme... Quero ver você descansado! Alisava suas costas.
-Tudo bem, já que insiste...! Ele riu me dando um selinho demorado.
-Mãe tudo certinho? Olhei pra ela, de mãos dadas com o Luan.
-Tudo filha! Esta tomadinho banho, e de roupinha cheirosinha! Minha mãe falava, enquanto ninava ele.
-Então, me dá ele aqui! Fui até ele e peguei o Dan, no colo.

Após assinar alguns papeis seguimos para casa. A Manu não desgrudava um segundo do Dan e eu a entendia perfeitamente, sentia vontade de fazer o mesmo que ela. Chegamos em casa e a ajudei com as coisas, Diego levou tudo para o quarto e Manu sentou no sofá pra tirar o manto quente que estava sobre o Dan. Dona Helena preparou algo para que eu comesse e logo depois de falar com a Manu e dá um beijo no Dan fui tomar um banho pra dormir. Estava cansado demais e precisava descansar pra aguentar tudo que estava por vim.

Eu não desgrudei um segundo do nosso filho, queria ficar com ele a todo tempo, para cuidar e protegê-lo. Continuei com ele no colo quando chegamos em casa e o Luan foi comer algo e logo subiu nos dando um beijo. Ele estava cansado eu também mais eu não conseguia desgrudar do Dan, mesmo ele dormindo. 


O Dan, assim que o pai foi descansar, começou a ficar inquieto para mamar. O Di ficou ao meu lado observando o sobrinho e minha mãe me dava algumas dicas sobre amamentação, eu a ouvia com atenção não queria prejudicar meu filho apenas fazer o melhor. Só desgrudei o Dan para tomar banho e comer algo, além de observar minha mãe trocar a frauda dele e dar banho me mostrando o jeito certo de fazer. Fui ao nosso quarto e olhei o Luan dormir. Sorri e me aproximei dele dando um beijo em sua testa.

Assim que subi tomei um banho demorado, deitei na cama apenas de bermuda e não foi difícil pegar no sono, estava muito cansado e se passasse mais uma noite em claro não iria aguentar.

Sentei ao lado dele e o observando dormir alisei seu cabelo e comecei a fazer carinho nele. Eu estava com saudade dele, do calor dele, do cheiro dele. Estava com saudade de ser dele, por completa, de sentir ele me desejar, mas isso iria ter que esperar. Dei um beijo no rostinho dele, amassado no travesseiro.

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